segunda-feira, 21 de junho de 2010

Wiki na gestão de informação

Todos nós estamos familiarizados com a situação. O problema já está resolvido, mas continuamos desesperadamente a reunir informação que substancie a nossa decisão e recomeçamos todo o processo de decisão. Existem vários estudo que corroboram que parte dos gestores de topo gastam entre 2 a 10 horas semanais na reunião de informação.

Está perto do conceito de "retirar" o saber da cabeça dos colaboradores para o disponibilizar ao maior número de pessoas possível. Contudo, é incompreensível que a maioria das organizações ainda não tenha conseguido encontrar uma forma de utilizar os conhecimentos dos seus colaboradores de modo mais abrangente. Geralmente, são relatórios, mensagens de correio electrónico e actas que contêm de forma difusa, parcial e heterogenea esse saber.

Já existem soluções destinadas à reunião e gestão de conhecimentos. Regra geral são dispendiosas e dificeis de pôr em prática. Um meio bastante pragmático e simples de gerir conteúdos é a utilização de uma Wiki interna (Wiki = Enciclopédia online). A mesma pode restringir-se a uma determinada temática ou sector.

Como funciona a Wiki? É uma solução que tem como base a internet e a intranet que, à imagem da já bastante divulgada Wikipedia (http://www.wikipedia.org/), regista informação por temas em páginas separadas. É o resultado de um trabalho comunitário em que os temas são introduzidos, acrescentados e corrigidos por mais que um autor. Pressupõe, ainda, a existência de um moderador por cada tema a quem cabe a tarefa de criar consenso quando surgem opiniões divergentes.

Este modelo é ideal para uma organização, já que oferece a possibilidade de haver uma monitorização dos conteúdos submetidos. A sua aplicação pode ser valiosa na troca de Know How em projectos com alguma dimensão e/ou complexidade.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tecnologia Android afasta Windows Mobile

A Google bateu a Microsoft no mercado competitivo dos Smartphone. Este sistema operativo ganha cada vez mais relevância à escala mundial. A Samsung, por sua vez, não se intimida e contrapõe o Bada, anunciando o lançamento do Smartphone com este sistema operativo próprio. É desta forma que o grupo sul-coreano pretende juntar-se à concorrência.
"Para proporcionar o crescimento deste tipo de telemóveis no mercado, temos de ter um sistema operativo próprio" declara o responsável pelo Bada da Samsung Lee Ho-soo. "O Bada irá cumprir esta função, cobrindo todos os segmentos de mercado, dos preços mais acessíveis até aos produtos mais dispendiosos."
Com o Bada, que em coreano significa Oceano, a Samsung pretende repetir o sucesso do Apple e do RIM. Para além disso, serão garantidas formas de input inovadoras, através do uso do Apps (aplicação específica para telemóveis).
Conscientes da sua ainda pequena quota de mercado no segmento dos Smartphone, a Samsung aposta no desenvolvimento das aplicações Apps, de modo a garantir uma entrada no mercado americano e proporcionar a consequente expansão.
"O retorno dos programadores é muito bom. Temos potencial para tornar o Bada num dos sistemas operativos de vanguarda" constatou o Director da Samsung Lee Ho-soo.
A par do lançamento do telemóvel Wave com tecnologia Bada nos mercados da Grã-Bretanha e alemão, a Samsung Portugal apresentou esta semana este mesmo telemóvel em Lisboa, no espaço Urban Beach.
Num ambiente agradável à beira-rio, a Samsung Portugal conquistou os presentes com a simpatia e disponibilidade da sua equipa, nas explicações e demonstrações exaustivas de todas as (excelentes) funcionalidades deste produto.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Português na World Wide Web

A navegação na internet permite hoje em dia o acesso aos conteúdos em quase todas as Línguas faladas no globo terrestre. A localização e a tradução de conteúdos têm proliferado. O crowdsourcing tomou, nesta área, uma proporção enorme. Para os menos puristas dos aspectos linguísticos, basta o leitor perceber a mensagem para considerarem que uma localização ou uma tradução é sucedida. Devo confessar que para bem de qualquer nação, sem entrar em nacionalismos exacerbados, a apresentação de conteúdos na Língua que a representa deverá ser o mais correcta possível.
Quando um comum utilizador da internet acede a páginas supostamente traduzidas para Português poderá deparar-se com três situações: a) uma tradução sem intervenção humana em que surgem frases sem qualquer sentido, geralmente são produtos dos tão populares tradutores automáticos; Bing Translator, Google Translator e.o.; b) intervenção humana de não falantes da Língua, sobretudo de nacionalidade espanhola ou de alunos de Português para Estrangeiros, sendo o resultado uma mescla entre duas Línguas que embora parecidas e com origem etimológica análoga, muito divergem em termos semânticos, lexicais e de estruturas gramaticais; c) um produto final assente no tão discutido acordo ortográfico em que as regras vigentes para o português de Portugal são completamente descuradas. Resultado: quando se clica sobre o ícone Português surge uma página em Português do Brasil. Provavelmente este aspecto não irá ser estranho às gerações que hoje se sentam nas salas do 1º ano do EB, mas confesso que me incomoda a mim pessoalmente.
Haverá concerteza uma solução a fervilhar algures. Assente concerteza em exemplos de outros Idiomas falados em mais do que um País, como o são o Inglês, o Francês e o Alemão. Esperemos que a solução seja a mais adequada e correcta para o bem da Língua Portuguesa.