terça-feira, 21 de junho de 2011

O que um burnout - Diagnóstico da moda ou doença grave

Quatro profissionais contam o que torna o seu dia-a-dia extenuante e como tentam ultrapassar as inúmeras solicitações da melhor forma



Miriam Andrade, 28, Politóloga

O problema é eu não ser polifacetada, i.e. conseguir tratar diversos assuntos ao mesmo tempo. Se estiver a escrever um texto no Word e vir a mensagem de entrada de correio eletrónico activa, tenho de a ler de imediato e responder. Isto é desconcertante, claro. Depois de me conseguir concentrar de novo, toca o telefone.
Trabalho num instituto de investigação científica, onde escrevo estudos e pareceres com os meus colegas. Acontece muito estar a trabalhar em mais que um projeto ao mesmo tempo. Todos eles têm prazos de entrega fixos. Quanto mais se aproxima a data de entrega, mais troca de informação há. Muitos dos meus colegas estão sempre contatáveis, mesmo em viagem ou de férias, o que contribui muito para a ansiedade. Estando a ser constantemente "bombardeado" com informação pode levar-nos a perder a noção das prioridades. O que é que é agora muito importante e o que posso deixar para depois.
Embora deixe o meu Smartphone ligado durante as 24h do dia, não o atendo a partir das 20h. Até agora ainda ninguém se queixou por ter respondido a uma mensagem somente no dia seguinte. 


Marta Canana, 61, Professora

Já não sou tão organizada como era há uns anos. Agora tenho de anotar todos os compromissos, senão não cumpro. Utilizo para o efeito três agendas: uma na cozinha, uma na mala e a do telemóvel. Quando, mesmo assim, esqueço qualquer coisa, fico tão irritada que até fico doente.
Tenho compromissos que chegue. Na minha profissão temos de organizar muitas coisas. Para além disso, faço parte do conselho escolar e de uma associação recreativa. Tento conseguir cumprir a 150 por cento. Sou mesmo assim, mas quando não o consigo fazer fico fora de mim. Por isso decidi que tinha de mudar, abandonei a direção e todos os cargos de detinha no clube desportivo. Lamento imenso, mas era demais. Já planeei frequentar um curso de coaching. Não quero estragar a minha qualidade de vida com o stress.


Gonçalo Trancoso, 53, coach

Pertenço aos que querem fazer tudo como deve ser, o que é típico das vítimas de burnout que apostam na excelência da  performance. Geralmente escolhe-se um meio onde estas características são essenciais. Quando desempenhei funções como chefe de um departamento de compras tinha de motivar os meus colaboradores para alcançarem determinados volumes de facturação. Nessa empresa as estruturas estavam em constante mudança, não havia continuidade, e eu chegava a trabalhar 60 h por semana. A dada altura só já me sentia esgotado e um cansaço paralizante. Pedi baixa ao médico e pensei que se desacelerasse o ritmo que as coisas iriam ao sítio. Mas tal não aconteceu. Tinha mesmo de fazer uma mudança de fundo. Hoje trabalho como coach e aconselho muitos indíviduos vítimas de burnout. Sou dono de mim e do meu tempo, aderi a uma filosofia de vida mais asiática. Não tenho de ser sempre o melhor para me sentir realizado.


Dalila Couto, 21, estagiária

O meu stress advém dos inúmeros compromissos que assumo. Ao domingo escrevo um plano semanal pormenorizado. Se ocorrer qualquer atraso, compromete o restante. Às 5h da manhã levanto-me, saio de casa às 5.40h. Apanho o autocarro e o comboio, levando no total 90 min para chegar à empresa. Trabalho de oito a 10 horas e de seguida vou para o campo de ténis. Para aumentar o meu rendimento dou aulas de ténis em horário pós-laboral. Depois de acabar de dar aulas descontraio-me jogando um jogo. Chego a casa pelas 23h e ainda vou estudar para as provas finais.
Durante o ensino secundário vivia em Sintra, onde a vida é mais calma e se pode, inclusive, ir a pé para escola. Pelas 15h já costumava estar em casa. Fazia os trabalhos de casa e jogava ténis num ritmo mais calmo. A maior parte das vezes já estava na cama às 23h. Não me lembro de me ter deitado muitas vezes tão cedo em Lisboa. Desde que iniciei o estágio na área de gestão empresarial estou sempre cansada.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A nova compacta da Samsung


A Samsung anunciou o lançamento da câmara fotográfica compacta SH100, topo de gama no segmento de compactas Wi-Fi

O seu design é agradável, explorando a combinação das tonalidades cinzentas com a cor preta. Dispõe de um Zoom óptico 5x e de um ecrã de visionamento com acesso digital aos menus.



A funcionalidade Wi-Fi permite uma ligação rápida e cómoda a outros dispositivos, facilitando a gestão, a partilha e o tratamento das fotografias captadas em tempo real. Poderá, por exemplo, fazer o enquadramento ou a filmagem que desejar com o auxílio do seu telemóvel, ampliando ou reduzindo a mesma no ecrã do telemóvel, antes de accionar o obturador de fotografia ou filmagem. O visionamento das fotografias e dos vídeos na televisão pode ser feita por meio de ligação DLNA e as cópias de segurança podem comodamente ser transferidas via Wi-Fi para o PC, mesmo que esteja desligado.


As fotografias e vídeos podem ser publicados de imediato nos sites das redes sociais mais comuns, tais como Facebook, Picasa, Photo Bucket ou YouTube.

O seu ecrã táctil permite um acesso rápido e fácil aos menus e submenus.

A Samsung definiu como público alvo para este produto a camada mais jovem da população, que de acordo com o CEO da empresa se movimentam numa sociedade de "imediatismo", i.e. não querem perder tempo até chegar a casa para partilhar as suas experiências. A SH100 oferece essa versatilidade a um preço acessível e com a mais recente tecnologia.

Em resumo a fusão dos conceitos de smartphone e câmara digital compacta resultou num produto atractivo, cómodo, de fácil manuseio e, sobretudo, apetecível a quem se movimenta no mundo vertiginoso das novas tecnologias.