quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O cliente como escravo

O conceito de Crowdsourcing é sinónimo do envolvimento do cliente em prestações de serviço voluntárias e gratuítas. Empresas como a IKEA e de desenvolvimento de Software já o fazem há algum tempo. Agora chegou a vez da Google Translate.
Funcionário numa empresa de mudanças, programador de informática e empregado do sector bancário, três profissões completamente distintas que aparentemente nada têm de comum entre si. Mas pensando melhor constatamos: nós próprios já desempenhamos tarefas inerentes a estes trabalhos! Não como actividade profissional, mas sim nos nossos tempos livres, quando mudámos de casa, quando passámos a noite em claro a tentar instalar um programa ou na aquisição de acções online no nosso escritório em casa. Chama-se a isso Crouwdsourcing. O neologismo, introduzido em 2006 por Jeff Howe, refere-se à atribuição de tarefas de uma organização a um conjunto de pessoas externas à mesma. Estas são na maioria executadas via internet e nos tempo livre desses indivíduos. Desta forma, as empresas aproveitam os conhecimentos específicos dos voluntários e conseguem que o trabalho seja feito de forma completamente gratuíta.
Esta tendência chegou agora ao sector da tradução. Google Translator Toolkit é como se chama a nova ferramente o gigante da internet. Uma horda de tradutores voluntários terá como missão ajudar a criar a base de dados de tradução. É uma forma de a Google entrar em grande no negócio do crowdsourcing.

De empresas de desenvolvimento de software a fabricantes de móveis: o crowdsourcing está "in"

Os grandes de grupos de fabricantes de automóveis, empresas de desenvolvimentos de software e até mesmo o IKEA o fazem. Esta última até com muito sucesso. O modelo de negócio da cadeia de mobiliário baseia-se na colaboração activa dos clientes. Somos todos mestres na montagem de artigos. Mas só isto não chega, a estratégia deste gigante da indústria de mobiliário vem mais aquém. Anotar o números dos artigos, retirar caixas de estantes de armazém, carregar o automóvel e, por fim, montar os artigos em casa: é assim um "dia normal" no IKEA. Mas não o de um funcionário! Não, o de um cliente! Chama-se a isto "outsourcing para o cliente". O cliente passa de rei a escravo.
Para as empresas é um avanço bastante lucrativo. A IKEA poupa assim muitos milhões por ano. Vamos ver um exemplo: se a IKEA vender aproximadamente quatro milhões de unidades por ano, a montagem dos artigos levar cerca de 30 minutos e se tivermos em conta um vencimento por hora de oito euros chegamos a um montante de 16 milhões poupados por ano, num só artigo.

Entretanto, o mais comum dos consumidores já desempenha tarefas complicadas sem reclamar. Compra software incompleto e desenvolve em casa soluções personalizadas e sugestões de melhorias no mesmo. Não muitas vezes sacrifica o fim-de-semana em prol da busca em como fazê-lo. Quando já não há alternativa recorre aos foruns online onde em conjunto com "companheiros na mesma cruzada" procura a solução adequada. Alguns engenheiros designam os seus produtos de "produtos banana", uma vez que o fruto só amadurece nas mãos do cliente.

O novo Google Translator Toolkit

"Imagine que não traduz somente palavras, mas que pega em livros e textos que já se encontram traduzidos em diversos Idiomas e os comparam entre si. Imagine ainda que, por acaso, temos milhões desses livros nos nossos servidores..."

Foi com estas palavras que Philip Schindler, director da Google no norte da Europa, descreveu o caminho que a sua empresa quer empreender no sector da tradução. A Google está a tentar compilar uma base de dados gigantesca com traduções que podem ser utilizadas com recurso a algoritmos e automatismos inteligentes em traduções futuras. Será sempre feita uma comparação entre as passagens de texto a traduzir e a base de dados. A Google espera alcançar desta forma uma qualidade superior na tradução automática. A Visão da Google é a existência de uma comunicação sem barreiras entre indivíduos das mais diversas origens. Uma boa premissa, mas com quase toda a certeza uma utopia.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Assegurar qualidade e precisão elevada


As traduções de carácter jurídico, mais ou menos específicas nas áreas que abordam, devem ser de qualidade elevada, precisas e adequadas. O tradutor tem de ter uma atenção redobrada ao detalhe e à terminologia, de modo a transpor o termo jurídico correcto. Para o fazer, deverá estar familiarizado com o sistema jurídico subjacente e com as relações semânticas inerentes às duas comunidades linguísticas envolvidas na tradução. Em muitos casos, estes aspecto requere, inevitavelmente, uma capacidade de pesquisa comparativa, sobretudo ao nível conceptual. A consulta de dicionários jurídicos monolingues da Língua de partida revela-se muitas vezes insuficiente. Há que tomar em consideração a própria legislação, literatura sobre a doutrina do Direito e.o. Só então o tradutor poderá estar seguro de alcançar uma exactidão legal e terminológica dos conceitos.
Uma simples incorrecção ou interpretação subjectiva poderá ter consequências desatrosas. Não só em organismos oficiais que assentam a sua estrutura nos pressupostos legais e jurídicos, mas também em organizações empresariais, onde a relação entre parceiros é regulada num enquadramento legal através de documentação específica, que ao ser transposta para outro idioma deverá reproduzir de forma fidedigna as intenções subjacentes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Localization's impact on purchasing decisions

Companies that adapt their products to local languages and market needs have a significantly greater chance of selling to international buyers. In 1 September 2008 survey of 351 buyers of business software from eight non-Anglophone countries, research firm Common Sense Advisory (CSA) found a high correlation between purchasing likelihood and localized products. The survey, included business people in Brazil, China, France, Germany, Japan, Russia, Spain, and Sweden.The findings are detailed in CSA's report "Localization Matters". CSA'S Chief Research Officer Donald DePalma explains,"Many firms still debate whether it makes business sense for them to localize their products, mostly because there is a longstanding assumption that people feel comfortable using English. However, this data clearly shows that even when people speak English confidently, they still prefer products in their language.